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13 de out. de 2010

Tecnologia - Estão de olho em você!

Com essa história de Web dinâmica e esse montante de redes sociais que estão surgindo, e conseguindo usuários, surgiu uma expressão que vem se tornando famosa – “Voyeurismo na web” – que pode ser definida como a ação da pessoa observar acontecimentos ou o cotidiano de uma ou várias pessoas pela internet, ou seja, no bom popular : cuidando da vida dos outros.
Através da internet é possível vasculhar informações de uma determinada pessoa, opiniões de um grupo sobre um determinado assunto e o que está sendo mais falado no mundo pelas pessoas, através de redes de relacionamento, mashups e sites que provém tais serviços. Por exemplo, quer ver informações do dia-a-dia da pessoa ou de uma organização? Twitter. Com quem essa pessoa se relaciona? Orkut e Facebook. O que o pessoal está votando? Digg. Tudo pode ser visto em tempo real e interagido pelo usuário. Segue a lista de algumas redes sociais, mashups e ferramentas, que dão essa possibilidade.
Flickrvision e Twittervision
O Flickrvision e o Twittervision são dois sites (mashup’s) que mistura o Google Maps com o serviço do Flickr(Flickrvision) e com do Twitter(Twittervision). O Flickrvision nos permite ver as fotos que estão sendo postadas em tempo real no Flickr e a localização do usuário dentro do mapa-mundi. Já o Twittervision, mostra quem está twittando em tempo real e sua localização no mapa-mundi.
Twitter
  Pra quem não sabe o Twitter é uma forma de deixar todos informados sobre o que você está fazendo, minuto a minuto. No início do seu lançamento, não teve muita repercussão, mas dentro de um ano no ar, o crescimento de usuários do twitter era exponencial, virando febre e fazendo até com que gente famosa (artistas, músicos, políticos, jornalistas e até jogadores de (futebol) blogasse no site.

Orkut e ocurioso
Falar de orkut é quase que chover no molhado, mas vamos lá. Orkut é uma rede social, que permite com que a pessoa discuta sobre determinados assuntos em suas comunidade e faça contato com amigos. A melhor parte do orkut, para os “voyeuristas” de plantão, é o contato com as pessoas, pois no orkut, você pode deixar recados para pessoas falando de compromissos, cotidianos ou qualquer assunto, como se fosse um recado na sua secretária eletrônica.
Mas você pode pensar, mas eu excluo todos os recados da minha página de recados, assim nunca, ninguém vai me fuçar… pois é, engano seu! O site ocurioso permite que a pessoa que quer te vasculhar olhe recados que enviaram a você e mesmo que se o usuário apagar, ele guarda para que a pessoa leia depois, além disso o site possui diversos outros recursos para vasculhar.
Who is sick?
Se você acha que viu de tudo na web e de redes sociais, presta a atenção nessa. O Who is sick? é outro site e mashup que utiliza o serviço do Google Maps e que mostra quem está doente – e com com o quê – em uma dada região. Eu diria que seria um site para quem curte uma hipocondria.Com certeza a web é uma faca de dois gumes, como muito se diz por aí. Ela pode te dar informação facilmente como pode te expor de uma forma inacreditavel! Mas convenhamos, as vezes é bom saber aquela coisinha sobre aquela pessoa, não é?
Os corujas que quiserem saber mais sobre essas redes sociais e mashups segue alguns links.

O que é um mashup?
Twitter
Orkut
Who is sick?
Flickrvision
Twittervision

14 de nov. de 2010

Todos os gostos Redes alternativas vão de 'Orkut para hamsters' a sites para amantes de bigode

Voltada para crianças e adolescentes, o Stardoll é uma rede social para as meninas criarem "looks" em avatares e fazerem novas amizades. De acordo com o site, a maioria dos usuários tem idade entre 7 e 17 anos.

 O Vampire Freaks é uma rede social para o público que se identifica com a cultura gótica. No site, há notícias sobre música, informação sobre eventos e fóruns de discussão. Há, inclusive, uma loja com artigos góticos.

 Com foco nos adolescentes, o WeeWorld é uma rede social baseada apenas em avatares. Ao fazer o login, o usuário deve criar um personagem virtual para interagir com os outros membros. A rede ainda oferece jogos online.

 O You and Me Are Pure é uma rede social para pessoas que encontram parceiros virgens. O site funciona como boa parte das redes sociais de namoro: basta se cadastrar e enviar uma foto do rosto (imagens em que o rosto não aparece podem ser banidas da rede social)

 A rede social Lost Zombies tem como tema "zumbis". Os usuários do site, após fazer um login, postam imagens deles caracterizados como zumbis e até filmes. O objetivo do Lost Zombies é criar um filme baseado nos vídeos enviados pelos internautas.

 Sua mãe vira sua amiga nas redes sociais e mata você de vergonha? Saiba que já tem um site só para elas: o CafeMoms. O serviço permite que as mães postem fotos, joguem, discutam e façam amizades com outras mães.

 Um bar online. É assim que se define a rede social Fubar. Criada em 2005, a rede, apenas para maiores de 18 anos, permite que os membros paguem drinques virtuais para outros membros para iniciar uma conversa, por exemplo. Atualmente, o site conta com mais de 5 milhões de usuários.

 "Um encontro de mentes". É dessa forma que a rede social Intellect Connect se define. O site diz reunir internautas pensadores e intelectuais. Diferente de outras redes sociais de nicho, como o Beautiful People, não exige nenhum tipo de teste de aptidão para entrar.

 A rede social Line for Heaven se intitula a primeira religião 2.0. Após se cadastrar no site e subir uma foto, o usuário deve descrever porque ele é digno de ir para o céu. A partir do que ele escrever, ganhará pontos que podem qualificá-lo como anjo. "Por que perder tempo com outros sites, encontrando gente estranha, sendo que você pode encontrar Deus em nosso site?", questiona o criador da rede social, na área de descrição do serviço.

 Cirurgias plásticas não são caras apenas no Brasil. Para ajudar mulheres que querem colocar silicone nos seios, foi criado o site MyFreeImplants. Nele há dois tipos de membros: mulheres que querem fazer a intervenção cirúrgica, e homens que bancam a operação por meio da compra de créditos ou até dando o valor integral da cirurgia.

 O site "Ravelry" é voltado para pessoas que fazem tricô e crochê. Dessa forma, acabou a desculpa de não ensinar um parente mais velho a usar a internet por achar que não tem nada para ele fazer no mundo virtual.

 Disponível em inglês, espanhol e japonês, o Red Karaoke é uma rede social onde os usuários postam vídeos deles próprios cantando. O site, inclusive, disponibiliza um programa gratuitamente para a gravação. Os usuários que fazem parte da rede podem ver o desempenho dos outros, classificar e postar comentários.

 O REM Cloud tem uma estrutura bem parecida com o Twitter, porém a pergunta padrão da rede social não é "What's happening?" (o que está acontecendo?), mas "What did you dream?" (o que você sonhou?). O fim da rede social é que os usuários divulguem seus sonhos.

 Respectance é um site onde os usuários podem homenagear pessoas queridas que já morreram. O usuário que fizer um tributo para alguém pode permitir que amigos e familiares escrevem memórias, postem imagens ou vídeos em homenagem à pessoa falecida.

 A rede social Small World, a princípio não é para você, a não ser que você seja convidado. Com foco na exclusividade, o objetivo do site é reunir pessoas do mesmo círculo social. Você deve estar perguntando, mas quem está nesta rede social? Segundo o "The New York Times", modelos, pessoas do mercado financeiro, estrelas de Hollywood e até membros de monarquias europeias são alguns dos membros da rede.

Redes Sociais - 14/11/2010

29 de nov. de 2010

Alicia Keys e Lady Gaga abandonam redes sociais por caridade

Uma campanha de caridade iniciada pela cantora Alicia Keys poderá fazer com que famosos como Lady Gaga, Usher e Justin Timberlake deixem suas redes sociais, entre elas o Facebook e o Twitter, na semana que vem, informou nesse domingo (27) a imprensa americana.

Alicia, que está à frente de uma campanha chamada "Keep a Child Alive" (mantenha uma criança viva, na tradução), convocou a greve de celebridades nas redes sociais até que seus seguidores doem US$ 1 milhão.

"Keep a Child Alive" apoia os esforços para conter a epidemia do vírus da aids na África e na Índia e para tratar as crianças soropositivas. A organização tem seis centros principais de tratamento em Quênia, Etiópia, África do Sul, Uganda, Ruanda e Índia.

Só Lady Gaga tem cerca de sete milhões de seguidores no 'Twitter' e quase 24 milhões de amigos no Facebook. Alicia disse que "esta é uma forma direta, emocionante e um pouco sarcástica de fazer com que as pessoas dêem atenção" ao assunto. 


Alicia Keys e Lady Gaga: desconectadas por uma boa causa


Famosas - 29/11/2010

12 de nov. de 2010

Sob as ordens dos assessores, clubes blindam jogadores e entediam a imprensa

Ronaldo, uma das maiores estrelas do futebol, enfrenta o assédio da imprensa

Por Vinicius Mesquita*
Em São Paulo
É mais um dia comum de trabalhos no Centro de Treinamento do Palmeiras. De um lado de uma grade com menos de meio centímetro de espessura estão os jornalistas. Do outro lado, estão os jogadores. Por aproximadamente 15 minutos, antes dos atletas entrarem em campo ou logo após o final dos treinos, um ritual de silêncio toma conta do local. Ninguém fala com ninguém. Jogadores caminham e jornalistas observam. A regra é essa: atletas só abrem a boca com permissão da assessoria de imprensa do clube.

O Palmeiras não é exceção. Os outros grandes times do país seguem o mesmo procedimento supracitado. Mudam alguns detalhes. No lugar das grades, podemos encontrar um muro baixo, uma corda amarela ou uma faixa imaginária. Mas o silêncio é constante. Entrevistas? Só em coletivas, e geralmente com um ou dois atletas definidos pela assessoria de imprensa dos times.

“Antes tinha bastante repórter em campo. Hoje, está diferente. Temos mais privacidade”, diz o volante Marcos Assunção, do Palmeiras. “Está pior para os jornalistas, mas na Europa funciona assim. Como passei a maior parte da minha carreira na Europa, estou acostumado com esse regulamento.”

Não é apenas Marcos Assunção que usa o artifício do “padrão europeu” para legitimar os atuais regulamentos de relacionamento entre jornalistas e jogadores. Copiar a fórmula europeia, como se isso por si só significasse o caminho mais plausível para a perfeição, virou padrão entre os grandes clubes brasileiros.

“Já acontece assim no mundo todo. Isso é normal, é a organização no futebol", diz o zagueiro Lima, atualmente no Atlético-MG, mas que já defendeu o Betis, da Espanha.

E a situação ainda pode ficar mais complicada. A assessoria de imprensa do Palmeiras, por exemplo, defende que boa parte dos treinos também seja fechado à imprensa.

“O que acontece hoje é exagero. O treino deveria ser aberto uma ou duas vezes por semana. Jornalista não tem que acompanhar treino, não por ser proibido, mas só porque o jogador tem direito de trabalhar em paz, sem receber critica”, diz Helder Bertazzi, coordenador de comunicação do Palmeiras. “Se o jogador erra dois pênaltis, uma hora depois está na internet, ou tem jornalista fazendo critica ou sendo irônico.”

A força das redes sociais

Um pouco de saudade dos velhos tempos

  • Junior Lago/UOL Rogério Ceni: "Lembro que existiam repórteres que você sabia quem era. Estavam todos os dias aqui. Hoje tem tanta gente, e sempre mudando, que fica mais difícil saber com quem estamos falando."
  • Washington Alves/Vipcomm 
  •  
  • Cuca: "Achava antigamente mais legal. Lembro quando os repórteres entravam no vestiário do Grêmio e a gente estava quase pelado, com uma toalha. Eles faziam as perguntas no vestiário, e era legal porque estávamos no calor do jogo."
  • Edu Andrade/Freelancer 
  •  
  • Roberto Carlos:"Quem mais perde é o torcedor. Ele quer saber tudo sobre a vida dos jogadores. E tem muita gente boa na imprensa. Eu mesmo fiz amigos na imprensa. Existe um respeito mútuo."
Mas apesar do atual distanciamento dos jornalistas, os jogadores não deixaram de se envolver em situações constrangedoras. Os mais jovens, por exemplo, tropeçam em redes sociais da internet, como o Facebook ou o Twitter, ferramenta queridinha dos atletas que se julgam mais "hypados".

Neymar, que boicota até rotineiras coletivas de imprensa organizada pelo clube, costuma desabafar pelo Twitter. Em um de seus posts, condenou a arbitragem de Sandro Meira Ricci após uma partida contra o Vitória. Neymar não estava em campo naquele dia e, minutos depois de o juiz ter assinalado um pênalti a favor do Vitória, surge em seu Twitter a frase “Juiz ladrão vai sair de camburão”. Não muito tempo depois, a frase foi retirada do ar. O jogador garante que a mensagem foi postada por um invasor.

Três jogadores do Santos também se envolveram em uma das maiores polêmicas do ano sem a contribuição da imprensa. Madson, Zé Eduardo e Felipe deram uma entrevista para torcedores através de um chat utilizando apenas a webcam de um notebook. Entre os mais notáveis desaforos, estão os proclamados pelo goleiro Felipe e pelo atacante Zé Eduardo.

Felipe disse que seus gastos em ração para cachorro se equivaliam ao salário mensal de um torcedor que o teria chamado de “mão-de-alface”. Zé Eduardo, que àquela altura falava com o companheiro Robinho pelo telefone, disse: “Pedalada [apelido de Robinho], segura. Sabe por quê? Depois do seu último jogo aqui no Santos ninguém vai sentir a sua falta. Ninguém vai sentir sua falta aqui no Santos.”

Foi necessário que o Santos organizasse um pedido de desculpas pelo Twitter oficial do clube para remediar o estrago. Espantado com as declarações dos colegas, Robinho, jogador acostumado ao assédio dos jornalistas,  afirmou que seus colegas tinham “dito um monte de m...”

Assessores, os "anjos"

Os novatos são os que mais se assustam com o apetite dos jornalistas. Como jamais conviveram com repórteres sem o amparo de um assessor de imprensa, entram em pânico com a possibilidade de lidar com jornalistas sem a presença de um filtro.

“É melhor blindar mesmo. O jogador pode falar muita besteira”, disse Dentinho, atacante do Corinthians. “Quando eu era pequeno, treinava comentários como se estivesse dando entrevistas. Pratiquei para não falar besteira. A imprensa escreve errado algumas coisas que falamos. Acho que esse cuidado da assessoria é bom. Estas pessoas (os assessores) são meus anjos da guarda.”

Jorge Wagner, lateral do São Paulo, conviveu com tempos de liberdade, quando os repórteres o chamavam para entrevistas diárias após cada treinamento sem a necessidade da aprovação de um intermediário.

“Hoje existe essa barreira, né? Você perde a intimidade com o jornalista. O relacionamento muda. Eu achava legal quando existia mais liberdade para falar”, disse Jorge Wagner. “Hoje não tem mais o convívio diário com os jornalistas. Mas acho que esta organização facilita para o clube.”

E Marcos Assunção, acostumado às restrições europeias, lembra com certa saudade dos velhos tempos de convívio com a imprensa brasileira:  “Antes, no início da minha carreira, não dava confusão. Eu não achava”, lembra Marcos Assunção. “Mas se as pessoas que comandam o futebol acham que isso é melhor para nós, devemos seguir assim.”

Adeus bom senso

Em outro exemplo, após um dia treino do Corinthians, quando todas as atenções estavam voltadas para os movimentos de Ronaldo, Roberto Carlos, Dentinho, Elias ou Jucilei, a assessoria de imprensa escolheu o atacante Iarley para dar uma entrevista coletiva. Apenas ele, mais ninguém. Frustrados, os repórteres entraram na sala de imprensa como se estivessem caminhando para um recital peruano de flauta pan e se esforçaram ao máximo para imaginar questões para o jogador. A sala transbordava tédio e a única solução era sair de lá e procurar outra alternativa.

Renato Gaúcho aprova

Edu Andrade/Freelancer

São épocas diferentes, mas houve uma evolução muito grande. Antigamente, você falava com um profissional de jornal, não tinha testemunha e saía muitas coisas que você não tinha falado. A coletiva é a melhor coisa do mundo para nós. Com vocês de testemunha, se o jogador ou o treinador falar alguma besteira será cobrado. Mas se não fala, não tem como dizer que ele falou. Melhorou mil por cento
Do lado de fora da sala de imprensa estava o ex-jogador e atual comentarista esportivo Neto, que participava de um evento no clube. Aborrecido com o cenário, desabafou:

“Na época que eu jogava bola, os jornalistas podiam tentar falar com quem eles quisessem. O que adianta ter uma sala de imprensa bonita como essa do Corinthians se você não pode falar com quem quer? Está tudo plastificado. Olha a torcida, por exemplo, tem que ficar isolada, lá longe em uma ponta da arquibancada. Isso não é Corinthians mais, pô.”

Segundo assessoria de imprensa do Corinthians, é importante “unificar a informação” para evitar que os jogadores sejam “interpretados de maneiras diferentes pelos jornalistas”. O clube informa que o ideal é que o jogador se “comunique bem, e não fale muito.”

Rogério Ceni, que lembra até de nomes de antigos repórteres, avalia que o atual afastamento entre jogadores e jornalistas provoca o ambiente de impessoalidade. “Naquela época não tinha tanta gente. Agora existem várias emissoras de televisão, sites de internet, grandes e pequenos, e até patrocinadores. Olha lá como está a sala de imprensa!”, diz Ceni, apontando para a pilha de microfones, canetas e câmeras apontadas para o lateral Jorge Wagner.

“Outro dia, li uma frase em algum site que eu não tinha dito. Eu nem tinha dado a entrevista, mas a frase minha estava lá! Mas concordo que antigamente tínhamos um relacionamento mais glamoroso com a imprensa”, diz Ceni.


Alguns jogadores, como o lateral Roberto Carlos, do Corinthians, acreditam que os torcedores são os que mais saem prejudicados com o acesso restrito dos jornalistas: “Eles (os torcedores) querem saber tudo sobre nós. E são eles que mais perdem com o pouco contato dos atletas com os repórteres”, diz Roberto Carlos.
Mas a mesma opinião não é compactuada por Helder Bertazzi, coordenador de imprensa do Palmeiras:

“Existem uns quatro ou cinco que sabem se comunicar bem, com discurso inteligente, os demais são tímidos e não conseguem conversar direito. Mas você o coloca em frente a 30 jornalistas com as câmeras voltadas para ele e, muitas vezes, nada é publicado ou transmitido porque ele não disse nada de interessante e se criou um desgaste enorme. Muito pouco do que é dito por um jogador é aproveitado. Não acho que faz diferença pro torcedor se jogador falou ou não falou."

*Colaboraram Bruno Thadeu, Carlos Padeiro, João Henrique Marques, Luiza Oliveira, Renan Prates, Renato Cury, Rodrigo Farah e as redações de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Porto Alegre


 Noticias de Agora / Futebol - 12/11/2010

24 de nov. de 2010

Tecnologia - Leitores eletrônicos

Um simples e-reader é capaz de armazenar 2 GB ou até 1,5 mil livros. Para saber se essa troca vale realmente à pena -- e quais os melhores modelos para essa substituição --, o UOL Tecnologia testou portáteis que funcionam como leitores digitais. Foram eles: Apple iPad, Amazon Kindle 2, Positivo Alfa e o Samsung GalaxyTAB (que não está nesta foto). Veja as impressões sobre cada um deles.

Em linhas gerais, esse tipo de equipamento tem como principais características a economia de espaço, a facilidade da compra de conteúdo e a portabilidade -- além de leve, os leitores cabem facilmente em uma bolsa feminina e, em alguns casos, até no bolso das calças jeans. Além disso, o preço de um livro no formato eletrônico, segundo as livrarias, custa de 20% a 30% menos que o produto convencional.

Os e-readers ainda são pouco populares no Brasil. A comercialização começou em outubro de 2009, com o início da venda do Kindle via importação. Em média, com o valor do câmbio, o aparelho saía por volta de R$ 1.000. Hoje, é possível comprá-lo por cerca de R$ 330. Para saber se essa troca do papel pelo aparelho vale à pena, o UOL Tecnologia testou os portáteis Apple iPad, Amazon Kindle 2, Positivo Alfa e o Samsung GalaxyTAB (que não está na foto)

Como leitor de textos eletrônicos, o Samsung GalaxyTAB tem desempenho ruim, se comparado com os concorrentes. Sua tela de 7 polegadas quase nunca permite que o usuário veja as fontes em tamanho agradável aos olhos. Ao aumentar as letras de um livro de contos de Machado de Assis em PDF, por exemplo, as páginas não aparecem inteiras e é necessário arrastá-las para cá e para lá -- só assim é possível concluir a leitura.

Quando o conteúdo já está previamente formatado para o equipamento -- como ocorre quando se acessa o assistente de mídia do Samsung GalaxyTAB, que conta com jornais, livros e as revistas, prontos para serem lidos e baixados -- a situação melhora. A página normalmente redimensiona de acordo com a tela, não importando o tamanho das letras. A leitura torna-se quase (veja bem, quase) agradável. Ainda é melhor ler um livro em papel e tinta.

O GalaxyTAB vem com dicionários de português e de espanhol, mas não é fácil acessá-los enquanto se lê algum livro. É necessário alternar programas e "janelas", como ocorre em um computador tradicional.

Para incluir livros no Samsung GalaxyTAB, deve-se baixá-los via web. Há um aplicativo no tablet chamado "Livros Digitais", que leva o usuário a uma página da Samsung que aponta para os principais repositórios de e-books grátis. Então, basta clicar nos nomes das obras e baixá-las. Nos testes, foram adquiridos itens nos formatos ".txt" e ".pdf". Há a possibilidade de o sistema operacional Android, do aparelho, ler arquivos ePub.

Se você é um usuário que usa com frequência redes sociais e a maioria dos livros que lê é em inglês, o Amazon Kindle 2 com conexão 3G (da foto; ou qualquer um dos modelos mais novos da empresa) é ideal para o seu perfil.

Um dos grandes trunfos do Amazon Kindle é a vasta disponibilidade de títulos em língua inglesa -- são mais de 500 mil. Sem contar a possibilidade de acesso a jornais como "The Washington Post" ou revistas como "Forbes" e "Times", disponíveis para download mediante pagamento de uma taxa mensal.

O que chama atenção no Kindle é a tela de e-ink (tinta eletrônica), que não cansa a vista, como se o usuário estivesse lendo um papel. A interface amigável e acesso à Amazon via internet 3G são outros destaques: essa conexão restrita à loja virtual não exige que o usuário contrate o serviço de uma operadora de telefonia. O Kindle 2 (foto) vem com 2 GB, capaz de armazenar 1.500 livros, e não suporta cartões de expansão.

O Positivo Alfa Wi-Fi é o segundo leitor eletrônico lançado pela empresa no país. A única diferença entre as duas versões é que o segundo modelo oferece conexão à internet via Wi-Fi. De resto, as especificações são as mesmas: 17 cm de altura, 12,4 cm de largura e 240 gramas. O leitor de e-books branco e preto tem memória interna de 2 GB, suficiente para 1.500 livros, que pode ser expansível com cartão micro SD para até 16 GB.

A aquisição de títulos para o Positivo Alfa pode ser feita, basicamente, conectando-o na porta USB do computador ou via Wi-Fi -- no browser, já há link direto para a Livraria Cultura, Livraria Saraiva e o site de compras Submarino (o Kindle, por outro lado, tem pouco conteúdo em português). Na conexão via USB, o funcionamento é como o de um pendrive: basta arrastar os arquivos do PC nos formatos ePub, PDF, HTMLe TXT para o Alfa.

A tela de e-ink (papel eletrônico) de seis polegadas do Positivo Alfa é bem confortável para leitura, mesmo para publicações mais longas. Uma das principais vantagens do material é não cansar a vista do usuário, pois o equipamento não emite tanta luz nos olhos como as telas coloridas de tablets. Sem contar que, mesmo em um local iluminado, a tela não reflete a luz ambiente.

O usuário que quiser adquirir o Positivo Alfa não deve esperar um grande desempenho de processamento ou rapidez ao executar comandos no leitor eletronico -- o equipamento é apenas uma interface para ler livros. Com o diferencial que ele permite efetuar pesquisas na publicação, consultar o significado de palavras e acessar a internet (para fazer pesquisas no Google e na Wikipédia, por exemplo).

O iPad, da Apple, mudou o mercado de dispositivos móveis. Após o início de sua comercialização, concorrentes resolveram fazer um tablet para concorrer com o gadget que, segundo pesquisas, já afeta consideravelmente o mercado de netbooks. No entanto, como e-reader, o festejado portátil da Apple -- que deve ser lançado na próxima semana no Brasil -- acaba perdendo para os concorrentes por três fatores: peso, tamanho e tela.

O iPad pesa 730 gramas na versão 3G. Após segurá-lo por mais de 15 minutos, o braço começa a apresentar sinais de cansaço. A posição mais confortável para leitura é apoiada no colo ou envolvendo-o com o braço (como se o usuário segurasse um caderno). O ponto positivo é exibição de conteúdo colorido.

O tablet da Apple conta com milhares de aplicativos da iTunes Store que oferecem conteúdo informativo (livros, jornais, revistas). Outro ponto interessante: usuários que já tenham comprado livros para o Kindle podem baixar o aplicativo da Amazon e visualizar em cores as mesmas páginas apresentadas em preto e branco no leitor concorrente -- caso de fotos exibidas em livros, por exemplo.

O iPad pode não ser o melhor leitor de livros eletrônicos. Porém, em outras funções ele manda muito bem: toca música, roda vídeos, navega na web (sem vídeos em flash, é verdade), dá acesso a redes sociais e tem vários jogos disponíveis na iTunes Store. Se você gosta tanto de ler quanto de todas essas outras atividades, talvez esse seja o seu leitor eletrônico.


Tecnologia - 24/11/2010