Eduardo Laviola, especial para o iG, de Nova York
O papel de ex ficou pequeno para Lorenzo Martone. Depois de um namoro de dois anos com o estilista Marc Jacobs, o publicitário paulistano já conquistou sua própria fatia no mundo da moda. Responsável pela carreira de algumas das maiores top models do planeta, Martone hoje vira notícia por si só. Prova disso são as constantes companhias com que é visto nos mais exclusivos eventos da cidade onde se radicou, Nova York, como Gwen Stefani e Anne Hathaway
Injustiça colocar Lorenzo Martone à sombra de Marc Jacobs. O publicitário brasileiro, de fato, virou noticia por causa do namoro com o famoso estilista norte-americano. O relacionamento durou pouco mais de dois anos e acabou em junho de 2010. “Somos hoje grandes amigos. Inclusive estivemos juntos para o Halloween”, garante. Isso no último dia 31 de outubro. Os dois parecem mesmo manter uma proximidade civilizada: “O escritório dele fica do outro lado da rua”, aponta Martone. O endereço escolhido por ambos é a Spring Street, no coração do Soho, bairro descolado de Nova York.
Lorenzo Martone no escritório da ARC NY
Ao lado de um sócio americano, Ryan Brown, Lorenzo comanda atualmente a ARC Talent NY, uma agência de relações públicas, que atende grandes modelos internacionais. Ele basicamente ajuda as tops a construir e manter uma boa imagem junto ao mercado e à imprensa. Entre as clientes, estão tops brasileiras comoAlessandra Ambrósio, Fernanda Motta e Jeisa Chiminazzo. Também está sob os cuidados dele a russa Irina Shayk, atual namorada do jogador Cristiano Ronaldo.
Alessandra Ambrosio e Lorenzo nos bastidores do desfile de Marc Jacobs na NY Fashion Week, em setembro: "O Lorenzo cuida do lado mais estratégico da minha carreira. Nosso melhor momento juntos foi no Baile mascarado da Vogue francesa - comemoracao dos 90 anos da revista. Demos otimas risadas em Paris", diz a top
Como bom assessor, Lorenzo já avisa de cara: “Ela não fala sobre o namoro. É o que todos querem saber, mas é reservada”, explica ele sobre Irina. Além de administrar as questões pessoais das tops, ele também as acompanha em eventos e precisa estar atento ao visual de cada uma delas. Durante a entrevista ao IG, chegam vestidos de estilistas famosos como opções para as meninas.
Lorenzo com Jeíza Chiminazzo e Irina Shayk. "Trabalhar com o Lorenzo é muito interessante. Ele é e criativo. Lorenzo me entende e sempre vem com ideas de projetos que me atraem. Eu sou muito exigente e profissional e acho que ele também", diz a brasileira Jeíza. Irina também não poupa elogios: "Temos uma dinâmica única - ele e eu somos cheios de energia e ideas. O bom do Lorenzo e que ele transforma ideas em realidade e dinheiro"
Ao lado da agência, Lorenzo toca também outros projetos no mundo da moda e diz que se sente, finalmente, realizado: “Sempre quis fazer algo que tivesse uma relação com a estética. Minha mãe brinca que desde pequeno eu ia na casa de alguém e se o quadro estava torto eu arrumava”. Dessa vocação é que surgiu a Nycked, marca de biquíni que ele lançou no primeiro semestre deste ano. Desde o nome, às cores e tecidos metalizados, toda a inspiração vem da cidade que adotou há três anos e meio.
Lorenzo com Anne Hathaway, Fernanda Motta e Paula Bezerra de Mello no Gala da Brazil Foundation, em outubro. "Ele é doce, mas ao mesmo tempo bem determinado", diz Fernanda
“Novaiorquino gosta muito de preto, cinza e marrom. Não é porque vai a praia que precisa mudar de gosto, usar laranja, vermelho”. A segunda coleção da grife chega às lojas, nos EUA e Canadá, no final deste mês. O design é de Jules Kim, uma joalheira que ele conheceu lendo o “The New York Times”. Os biquínis e maiôs custam em media US$ 200.
Com Gwen Stefani na after-party da marca dela, L.A.M.B, na NY Fashion Week, em outubro, e com a atriz Malin Akerman no desfile beneficente de Naomi Campbell, em fevereiro: amizades influentes
Lorenzo até pensa em expandir os negócios por aí, mas não cogita voltar a morar em São Paulo, onde nasceu. “Vou sempre visitar minha família, de férias e eventualmente para fazer algum trabalho. Mas tenho total segurança de que estarei aqui em Nova York pelos próximos dez anos, pelo menos”. Ele fala com a perspectiva de quem realmente parece ter conquistado um lugar no concorrido mercado americano. Mas diz que até se estabelecer nos Estados Unidos, batalhou bastante.
Com o ex e hoje grande amigo Marc Jacobs, na after-party da marca dele na NY Fashion Week
Logo depois de terminar a faculdade de publicidade em São Paulo, trabalhou em grandes empresas em Madrid e Paris, entre elas a Student Travel Bureau e Natura. Ele também participou de campanha de perfumes da Calvin Klein e Cool Water, que tem entre as sócias a atriz Jennifer Aniston, além de uma linha de acessórios e roupas para a suíça Victorinox, conhecida pelas facas e canivetes.
Pelo que se vê, a trajetória dele foi longa antes de estampar as colunas sociais no mundo todo. A sexualidade foi superexposta através de fotos íntimas ao lado do antigo parceiro. Sem querer ou não, ele ganhou fama. Mas basta uma conversa rápida com Lorenzo para perceber que o papel de coadjuvante criado pela mídia é pequeno pra ele.
Saiba mais sobre Lorenzo Martone nesta entrevista, realizada no escritório do publicitário em Nova York.
iG: Afinal, você e o Marc Jacobs foram casados ou não?
Lorenzo Martone: Não teve casamento. Em todas as festas achavam que a gente estava celebrando alguma coisa. A gente nunca casou.
Lorenzo Martone: Não teve casamento. Em todas as festas achavam que a gente estava celebrando alguma coisa. A gente nunca casou.
iG: Como está o coração agora?
Lorenzo Martone: Estou solteiro.
Lorenzo Martone: Estou solteiro.
iG: Você pensa em levar a Nycked para o Brasil?
Lorenzo Martone: Não é o foco, mas se o mercado tiver interesse, por que não?
Lorenzo Martone: Não é o foco, mas se o mercado tiver interesse, por que não?
iG: Você tem outros projetos nessa área? Pretende lançar outras linhas ou até mesmo outra marca?
Lorenzo Martone: Por enquanto, vou manter o foco em um segundo pilar do business da ARC Talent, que não é relacionado à imprensa. Estamos lançando linhas de produtos das modelos que estão comigo na agência. Vou ajudá-las a desenvolver isso. Não é só licenciamento, ou seja, elas não vão emprestar o nome delas e ter pouca participação na criação dos produtos. A gente quer focar nas meninas que queiram ter um produto delas ou algum tipo de colaboração. Eu já tenho três meninas que têm linhas de produtos. A Tori Prever tem uma linha de biquíni; a Fernanda Motta tem uma combinação com John John, uma linha de jeans; e tem a linha de skin care da Julie Henderson que estamos lançando. Ainda não está no mercado, mas já estamos testando os produtos.
Lorenzo Martone: Por enquanto, vou manter o foco em um segundo pilar do business da ARC Talent, que não é relacionado à imprensa. Estamos lançando linhas de produtos das modelos que estão comigo na agência. Vou ajudá-las a desenvolver isso. Não é só licenciamento, ou seja, elas não vão emprestar o nome delas e ter pouca participação na criação dos produtos. A gente quer focar nas meninas que queiram ter um produto delas ou algum tipo de colaboração. Eu já tenho três meninas que têm linhas de produtos. A Tori Prever tem uma linha de biquíni; a Fernanda Motta tem uma combinação com John John, uma linha de jeans; e tem a linha de skin care da Julie Henderson que estamos lançando. Ainda não está no mercado, mas já estamos testando os produtos.
iG: Além de tudo isso, você ainda trabalha em uma agência de publicidade?
Lorenzo Martone: Eu faço o meu horário lá. Eu cuido de duas contas na Chandelier Creative Adversiting. Faço as campanhas da Seven Jeans, que está sediada em Los Angeles e cuido da grife Valentin Yudashkina,que fica em Moscou. Não é tanto trabalho assim. Os dois são ligados à moda e publicidade pra moda tem uma fórmula, um tempo certo pra fazer. Acabei de fazer a nova campanha da Seven em Malibu. Estava pensando nisso esses dias. Com um time de 25 pessoas, criamos um conceito e geramos cinco ou seis fotos que vão rodar o mundo inteiro na campanha. Isso é muito bacana.
Lorenzo Martone: Eu faço o meu horário lá. Eu cuido de duas contas na Chandelier Creative Adversiting. Faço as campanhas da Seven Jeans, que está sediada em Los Angeles e cuido da grife Valentin Yudashkina,que fica em Moscou. Não é tanto trabalho assim. Os dois são ligados à moda e publicidade pra moda tem uma fórmula, um tempo certo pra fazer. Acabei de fazer a nova campanha da Seven em Malibu. Estava pensando nisso esses dias. Com um time de 25 pessoas, criamos um conceito e geramos cinco ou seis fotos que vão rodar o mundo inteiro na campanha. Isso é muito bacana.
iG: Você é muito vaidoso?
Lorenzo Martone: Acho que em comparação com outros homens eu sou vaidoso, sim. Vou à manicure, massagista, frequento um SPA... Pra mim essas coisas são relaxantes e funcionam quase como uma terapia. Procuro um equilíbrio. Faço academia porque infelizmente é o que eu consigo fazer. É mais rápido. Falta tempo para praticar algum tipo de esporte mais elaborado. Sempre tive interesse em moda e beleza como consumidor (durante a entrevista, começamos a fazer fotos e imediatamente Lorenzo dispara: “posso por a minha jaqueta? porque eu estou me sentindo muito ‘anos 80’”).
Lorenzo Martone: Acho que em comparação com outros homens eu sou vaidoso, sim. Vou à manicure, massagista, frequento um SPA... Pra mim essas coisas são relaxantes e funcionam quase como uma terapia. Procuro um equilíbrio. Faço academia porque infelizmente é o que eu consigo fazer. É mais rápido. Falta tempo para praticar algum tipo de esporte mais elaborado. Sempre tive interesse em moda e beleza como consumidor (durante a entrevista, começamos a fazer fotos e imediatamente Lorenzo dispara: “posso por a minha jaqueta? porque eu estou me sentindo muito ‘anos 80’”).
iG: Foi difícil ter a vida exposta por conta de seu relacionamento com Marc Jacobs?
Lorenzo Martone: Eu já tinha a minha carreira independentemente do relacionamento, da exposição da minha vida pessoal. É claro que hoje as pessoas prestam mais atenção no que eu faço porque eu tive um relacionamento com uma pessoa pública e isso acabou virando notícia. Mas eu sabia o que eu estava fazendo. Eu não tomo decisões baseadas no que as pessoas vão pensar ou dizer sobre mim. Fiz o que devia ser feito. Seria muito imaturo da minha parte esperar que não houvesse algum tipo de julgamento. Mas eu não tenho uma carreira pública, eu não pretendo ser apresentador de televisão. Então, na verdade, acho que não mudou muita coisa. Isso nem me agrada, nem me desagrada.
Lorenzo Martone: Eu já tinha a minha carreira independentemente do relacionamento, da exposição da minha vida pessoal. É claro que hoje as pessoas prestam mais atenção no que eu faço porque eu tive um relacionamento com uma pessoa pública e isso acabou virando notícia. Mas eu sabia o que eu estava fazendo. Eu não tomo decisões baseadas no que as pessoas vão pensar ou dizer sobre mim. Fiz o que devia ser feito. Seria muito imaturo da minha parte esperar que não houvesse algum tipo de julgamento. Mas eu não tenho uma carreira pública, eu não pretendo ser apresentador de televisão. Então, na verdade, acho que não mudou muita coisa. Isso nem me agrada, nem me desagrada.
iG: E com a sua sexualidade sob os holofotes, sentiu a mesma coisa?
Lorenzo Martone: época, quando eu descobri que era gay, acho que tinha uns 18 anos, óbvio que era supercomplicado assumir isso. Principalmente para a família e para os amigos. Mas essa fase durou muito pouco porque meus pais foram abertos e receptivos. A minha turma de amigos era muito unida e outros dois também já sabiam que eram gays. Portanto, foi tranquilo... Nunca tive problemas com isso. Nem profissionalmente. Acho que, hoje em dia, o Brasil é mais avançado, bem mais aberto e aqui eu não sinto barreira. As modelos, por exemplo, até preferem. Se sentem mais confortáveis. Inclusive, na moda pode ser um plus. Não influencia em nada. Eu abri um pouco os olhos pra isso quando eu morava na França. Na época, o prefeito de Paris e o ministro da cultura da França eram dois gays assumidos. Se o ser humano vê que tem um exemplo acima, alguém em uma posição de respeito, ele não tem como criticar. A sua sexualidade não tem a ver com fazer bem ou não seu trabalho. Aqui em NY não é de maneira nenhuma um empecilho. No mundo da moda eu não sou uma exceção, como vocês sabem. Não posso reclamar. Estou cheio de trabalho.
Lorenzo Martone: época, quando eu descobri que era gay, acho que tinha uns 18 anos, óbvio que era supercomplicado assumir isso. Principalmente para a família e para os amigos. Mas essa fase durou muito pouco porque meus pais foram abertos e receptivos. A minha turma de amigos era muito unida e outros dois também já sabiam que eram gays. Portanto, foi tranquilo... Nunca tive problemas com isso. Nem profissionalmente. Acho que, hoje em dia, o Brasil é mais avançado, bem mais aberto e aqui eu não sinto barreira. As modelos, por exemplo, até preferem. Se sentem mais confortáveis. Inclusive, na moda pode ser um plus. Não influencia em nada. Eu abri um pouco os olhos pra isso quando eu morava na França. Na época, o prefeito de Paris e o ministro da cultura da França eram dois gays assumidos. Se o ser humano vê que tem um exemplo acima, alguém em uma posição de respeito, ele não tem como criticar. A sua sexualidade não tem a ver com fazer bem ou não seu trabalho. Aqui em NY não é de maneira nenhuma um empecilho. No mundo da moda eu não sou uma exceção, como vocês sabem. Não posso reclamar. Estou cheio de trabalho.
Famosas / Famosos - 09/12/2010






