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6 de dez. de 2010

Fundador do WikiLeaks negocia encontro com a polícia britânica, diz advogado

O advogado de Julian Assange, o fundador do site WikiLeaks, afirmou nesta segunda-feira que ele e seu cliente estão negociando um encontro com a polícia britânica. Assange está sob alerta vermelho da Interpol, a polícia internacional, depois que a Justiça sueca emitiu uma ordem de prisão por acusações de estupro e agressão sexual.





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"Nós estamos negociando um encontro voluntário com a polícia, para facilitar o preenchimento do questionário, como solicitado", disse Mark Stephens ao canal britânico BBC.

Stephens reiterou, contudo, que "Julian Assange não foi acusado de nada" --e, portanto, não haveria motivo para sua prisão. Ele não deu detalhes sobre quando ou onde ocorreria o encontro.

Mais cedo, a BBC informou que a polícia britânica recebeu a nova ordem de busca internacional, emitida perla Suécia, contra Assange. A Scotland Yard não quis comentar.
A Suécia emitiu na sexta-feira passada (3) que emitiu um novo documento, com a informação que faltava, e que foi entregue ao Reino Unido. O novo mandado permitiria a prisão de Assange, que está no Reino Unido, em endereço supostamente conhecido pelas forças britânicas.

Segundo a imprensa britânica, as autoridades não puderam detê-lo na semana passada devido a um erro no primeiro mandado emitido pela Suécia. Assange enfrenta acusações de estupro e assédio sexual, mas a primeira versão do mandado incluiria apenas a sentença máxima para o mais grave dos crimes. As autoridades britânicas exigem que a pena máxima seja descrita para todos os crimes alegados.

Na sexta-feira, a porta-voz da Promotoria sueca, Karin Rosander, não soube informar se a nova versão do mandado já fora aprovada pelas autoridades britânicas como suficiente para realizar a prisão de Assange.

Já o advogado Stephens disse na quinta-feira (2) à agência de notícias Reuters que o mandado de prisão foi enviado de volta à Scotland Yard porque "não cumpria com a lei e era falho".

O paradeiro de Assange é desconhecido. Mas o jornal "Independent" afirma que ele está no sudeste da Inglaterra. Stephens disse apenas que os serviços de inteligência britânicos, como de outros países, sabem sua localização, mas não confirmou se é na Inglaterra.

"A polícia (britânica) está sendo um pouco evasiva em suas respostas, mas sabe exatamente como entrar em contato com ele, assim como a procuradoria sueca", completou o advogado, que trabalha em Londres.


INTERPOL
A Interpol informou na terça-feira (30) que emitiu um pedido de captura internacional contra Assange, procurado na Suécia por uma investigação de "estupro e agressão sexual".
Em 18 de novembro a Justiça sueca divulgou uma ordem de prisão contra o australiano de 39 anos com o objetivo de interrogá-lo por "suspeitas razoáveis de estupro, agressão sexual e coerção" em um caso ocorrido em agosto.

A Promotoria do país declarou que pediu o alerta internacional da Interpol para a prisão de Assange por que não conseguir realizar o interrogatório do acusado. Stephens disse que as autoridades suecas rejeitaram diversas ofertas para conversar com Assange.

Assange vive entre o Reino Unido e a Suécia. Na mesma terça-feira, um advogado apresentou uma apelação à Suprema Corte sueca para contestar a ordem de captura.
Na quinta-feira (2), a Suprema Corte sueca negou-se a examinar o recurso, ratificando a ordem de prisão a Assange.

"A Suprema Corte analisou o expediente e concluiu que não havia motivos para examinar o recurso", afirmou a mais alta instância sueca.
O advogado de Assange, que também representa a agência de notícias Associated Press, disse que seu escritório em Londres investigará se a o caso sueco está ligado com as promessas dos Estados Unidos de processar quem estivesse por trás dos vazamentos.

Stephens reclamou que Assange ainda não recebeu uma notificação formal das denúncias impostas -- o que é descrito como uma requisito legal pela lei da União Europeia.


CASO
Segundo a Justiça sueca, ele cometeu estupro, assédio sexual e coerção ilegal contra duas mulheres. Os argumentos usados pela promotoria não estão claros, mas a prática de sexo desprotegido pode ser considerada uma categoria leve de estupro na Suécia. Assange manteve relações sexuais com duas mulheres, em datas distintas, enquanto dava palestras em Estocolmo.


Assange afirma que as relações foram consensuais. Segundo depoimentos das vítimas, o preservativo estourou com uma delas e com a outra Assange teria se recusado a usá-lo. A defesa de Assange alega que a ação da Suécia é uma retaliação em relação a vazamentos divulgados pelo WikiLeaks sobre o país.


Em um imbróglio judicial, a Justiça sueca chegou a reabrir a investigação sobre a acusação de estupro. A decisão reverte sentença da procuradora-geral em Estocolmo, Eva Finné, que fechou o caso de estupro pro falta de indícios, mantendo apenas uma denúncia, por outra vítima, de assédio sexual. Finné, por sua vez, havia revertido a decisão de uma instância inferior de investigar a denúncia.


O caso chegou a render uma ordem de prisão contra Assange no dia 21 de agosto, retirada pouco depois. Assange nega as acusações e diz que as denúncias são uma tática do Pentágono para desmerecer seu site.


Há uma semana, a promotora federal, Marianne Ny, voltou a emitir uma ordem de detenção de Assange, que acabou escalada no alerta vermelho da Interpol.
Caso seja condenado, Assange pode receber sentença de até quatro anos de prisão.


Noticias de Agora - 06/12/2010